SETE DICAS PARA COMEÇAR A PLANEJAR SUA VIAGEM PARA SAN ANDRES (COLÔMBIA)

BY: Andrea Romani Zerbini
01/12/2017
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Águas cristalinas, culinária rica em cores e sabores, reggaeton, tratamento cortês, diversidade de atividades e lindas paisagens caribenhas a custo acessível para os bolsos brasileiros: este é o arquipélago de San Andres, na Colômbia.

San Andres não é caracterizada por hotéis luxuosos e praias privadas como muitos destinos caribenhos de que tanto ouvimos falar. Tão pouco se trata de local rústico ou de pouca infraestrutura para o turismo. San Andres é a ilha principal do arquipélago homônimo, também composto pelas ilhas de Providência e Santa Catalina.

Apesar da simplicidade da cidade em si, San Andres possui uma beleza natural fascinante de ponta a ponta e uma grande diversidade de hotéis e atividades para turistas de todos os gostos e bolsos!

E para você que já está com a passagem comprada rumo ao paraíso ou começa agora a pesquisar sobre esse destino, não deixe de ler as dicas que preparamos para você nesse post.

 

1) Quantos dias devo me programar para ficar?

Permanecendo por quatro a cinco noites na ilha é possível realizar os principais passeios (volta pela ilha com veículo motorizado, mergulho na La piscinita ou West View, visita a Johny Cay/Aquário e Cayo Bolivar).

A viagem a San Andres pode ainda ser combinada com Cartagena, Bogotá ou Providencia.

 

2) San Andres é viagem para casal, idosos, grupo de amigos ou viajantes solo?

Por ser um local que oferece uma grande variedade de atividades esse é um lugar bem democrático e que agrada facilmente todos os gostos e faixas etárias. Além disso, a ilha é bastante segura para se transitar mesmo sozinho (a), inclusive à noite. Há locais para descanso, para contemplação da natureza ou para a prática de esportes e atividades para aventura e para a vida noturna.

Viajar sozinho para San Andres

Andres exala segurança: não veria problema algum em viajar para lá sozinho, desde que ficasse no centro da cidade e em uma pousada/hostel para conhecer pessoas, dividir passeios e alugar transporte motorizado para explorar a ilha.

 

3) Se hospedar no centro ou em algum outro ponto da ilha?

Existe um bom número de opções de hospedagem em San Andres. O que acontece é que longe do centro, por exemplo, você pode estar de frente para uma ótima área de praia de pouco movimento, mas um tanto afastado de supermercados, lojas e outras atrações da ilha. Se o hotel é bom e o objetivo da viagem é algo mais relax ou romântico, essa não seria uma má escolha.

Se o objetivo da viagem é curtir a ilha com “um pouco mais de movimento” ficar no centro é a melhor alternativa, já que no centro você conta com uma praia legal para banho (apenas com o ônus de ser um pouco mais movimentada), lojas, restaurantes e opções de aluguéis de meios de transporte para percorrer todos os cantos da ilha.

 

Opções de hotéis e pousadas por região da cidade de San Andres:

Centro – Hostel El Viajero, Hostel Blue Almond, Posada San Martin, Cocos Place, Lord Pierre, La Posada de Lulú, Mar Y Mar, The Retreat Homeaway, Portobelo Plaza de las Americas, Apart Hotel Bahia Tropical, Hotel Decameron Los Delfines

Praia de São Luiz (excelente para banho) – Cocoplum Beach, Bugry Beach House Inn, Haynes Cane View, Vila Sunny Days, Caribbean Queen

Póximo a La Piscinita: Summer Dream Hotel Boutique, posada Nativa Tristan Campestre, Hotel Buddha Villa

Próximo à Punta Sur: Casa de Las Flores, Sunset, Hosteria Mar Y Sol, Ocean View, Casa de las Flores

 

4) As opções all inclusive são tão interessantes como em outras partes do Caribe?

Em San Andres não fique em hospedagens  all inclusive. Sabe por quê?! Diferentemente de outros destinos no Caribe, as praias de San Andres são todas públicas e você pode ir cada dia em um lugar diferente do outro. Você pode diversificar almoços, drinks ao pôr do sol e jantares em novas paisagens com restaurantes de excelente categoria e ótimo custo-benefício todos os dias. Deixe para gastar em sistema all inclusive quando for a destinos caribenhos de padrão mais europeu, onde a hospedam nesses hotéis confere acesso a uma área privada de praia não acessível de outra maneira.

 

5) Qual o melhor meio de transporte?

O turista usa mais comumente três opções de locomoção em San Andrés: corridas de taxi, ônibus de linha ou aluguel de moto, carros de golf, carros mule e bicicletas.

 

Ônibus de linha

Os ônibus de linha levam você aos principais pontos de interesse por um baixo custo, percorrendo em sua maior parte a avenida beira-mar que circunda toda a ilha. É só perguntar para algum nativo na rua ou no hotel onde pegar o ônibus para o trajeto que se pretende fazer. Os ônibus são simples, sem ar-condicionado e ás vezes encontram-se abarrotados de gente, recusando passageiros que aguardam nas paradas. Sem falar que você tem de esperar em torno de meia hora para algum passar. Pode ser uma economia que compensa quando o objetivo não é dar a volta na ilha e sim percorrer um ou dois trechos curtos.

Motos

Se você prefere alugar um veículo, as motos custam em torno de 40 a 80 mil COP, ao dia (dependendo do número de horas). Elas compensam pelo custo-benefício e agilidade na locomoção. Em San Andres ninguém usa capacete, as motos são muitas e há muitas ultrapassagens pela faixa da direita entre outras barbeiragens.

Geralmente não se pede carteira de habilitação, mas algumas empresas a solicitam, portanto, leve-a com você. É uma ótima pedida para passeios de algumas horas. Mas, se você pretende passar o dia inteiro percorrendo a ilha, deve lembrar que a moto não vai te proteger do sol e isso pode ser desconfortável. Tenha cuidado ao dirigir pela ilha. O trânsito é movimentado no centro e nós presenciamos um acidente entre motos.

Bicicleta

Alugar uma bicicleta? Olha, depende do trecho que pretende percorrer. A ilha é grandinha para você percorrer pedalando, e, ao menos que o objetivo seja justamente andar muitos quilômetros, não acho que compense.

Carrinhos de golf e carros mule

O aluguel de carros de golf e carros mule são uma ótima pedida para se percorrer a ilha. Os carros de golf andam bem devagar, então calcule quanto tempo você tem para fazer as coisas que deseja. Eles custam em média 80 a 100 mil COP.

Já os mule, custam 120 a 180 mil COP, dependendo do estado e do número de assentos nos mesmos. Eles são um ótimo transporte, pois são um pouco mais ágeis que os carrinhos de golf.

 

6) Quanto dinheiro levar para San Andres?

Quanto você vai gastar? Isso depende muito do que você acha imprescindível em uma viagem. Então, aqui vai uma lista de gastos que nós tivemos para você se embasar e fazer a sua própria estimativa de gastos (valores de janeiro/2016):

Hospedagem

Diária no Hostel El Viajero em quarto compartilhado: 76 mil COP/dia

Transporte

Taxi do aeroporto ao Hostel (centro): 14 mil COP

Carrinho de golfe: 80.000 COP/dia
Carrinho tipo mule: 120.000 COP/dia
Moto: 60.000 COP/dia

Bebidas e comidas

No supermercado
– Água de 500 ml, cerveja e refrigerantes: 1 mil COP/unidade

Nos restaurantes ou beira da praia:
– Refrigerantes: 3 mil COP/unidade
– Cervejas: 3 mil COP/unidade
– Sucos naturais: 4 a 6 mil COP (dependendo do tamanho, se tem água, leite)/unidade
– Coco Loco, Pina colada e outros drinks aloolicos: 10-15 mil COP
– Hamburguer com acompanhamentos e bebidas: 29 mil COP

Diversão, passeios

– Boate Coco Loco – entrada: 10 mil COP; drinks: 20 mil COP; cerveja: 8 mil COP
– Entrada na La Piscinita e West View (trampolim): 4 mil COP cada
– Johny Cay: transporte de ida e volta: 15 mil COP; taxa de entrada: 5 mil COP; guarda-volumes: 5 mil por mochila; prato de almoço para dividir entre 4 pessoas: 120 mil COP; kit de snorkel com sapatilha: 38 mil COP
– Caiaque transparente (Eco Wifi): 70 mil COP
– Cayo Bolivar (transporte + almoço): 160 mil COP

 

7) Levo reais, dólares, pesos colombianos, saco dinheiro por lá ou uso apenas o cartão de crédito?

Apesar de muitos estabelecimentos aceitarem cartões de crédito como hotéis e restaurantes, você vai precisar de dinheiro trocado para aluguel de transportes e diversos passeios, caso prefira pesquisar e negociar, ao invés de comprar tudo o que é vendido via hotel, onde geralmente as coisas são mais caras.

De qualquer maneira, se conseguir evitar de usar o cartão é melhor, já que aí não marchamos com os 6% de IOF.

Com relação a levar dinheiro em espécie

Reais

Não leve reais de jeito nenhum, pois são difíceis de trocar e são mal valorizados em San Andres – você vai sair perdendo!

Dólares Americanos

Já os dólares americanos são facilmente trocados. É bom pesquisar bem a cotação que vão lhe oferecer para você não sair perdendo muito.

Pesos Colombianos

Não são todas as casas de câmbio que vendem a moeda colombiana aqui no Brasil, apesar de muitas realizam encomendas se a solicitação ocorrer com antecedência. Se houver a possibilidade, dá para levar um pouco de pesos colombianos em espécie, apenas para a chegada (para usar para pagar táxi, uma água ou uma pequena refeição).

Por que não levar um bom valor em espécie de pesos colombianos?

É bem possível que você não consiga uma boa cotação de pesos colombianos no Brasil, já que essa moeda se encontra  supervalorizada em nosso país, com diferenças absurdas entre os preços de compra e venda que podem chegar até 30% (quer dizer, a nossa moeda é que está comparativamente desvalorizada). Nesse caso, leve dólares e troque lá, pois mesmo com uma cotação ruim ainda via ser melhor do que um mau negócio de pesos colombianos por aqui.

Saque de dinheiro com o cartão de crédito

Por último, não se engane com o saque de dinheiro por lá. Primeiramente, cada vez que você sacar vai pagar uma taxa de 12 reais em média por cada saque. Além disso, o valor será convertido em dólares e você ainda vai pagar o IOF de 6% sobre o valor.

 

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Fonte

 

 

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Categoria: Destinos

Andrea Romani Zerbini

Há mais de 16 anos no mercado de turismo, essa é minha paixão desde os meus 19 anos. Sou Turismóloga: já trabalhei em companhia aérea, agências de viagem particulares e especializadas em atendimento corporativo. Aos 24 venci a insegurança e montei meu próprio negócio. O que mais me cativa é o relacionamento com diferentes públicos todos os dias: fazer parte do planejamento e assessoramento de suas viagens é o que me realiza.

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Andrea Romani Zerbini

Há mais de 16 anos no mercado de turismo, essa é minha paixão desde os meus 19 anos. Sou Turismóloga: já trabalhei em companhia aérea, agências de viagem particulares e especializadas em atendimento corporativo. Aos 24 venci a insegurança e montei meu próprio negócio. O que mais me cativa é o relacionamento com diferentes públicos todos os dias: fazer parte do planejamento e assessoramento de suas viagens é o que me realiza.

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