35 destinos alternativos do Brasil!

BY: Andrea Romani Zerbini
06/06/2018
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MONTE RORAIMA (RR)
Melhor época do ano para ir: de outubro a abril
Na tríplice fronteira entre Brasil, Venezuela e Guiana está uma paisagem primitiva composta por diversos platôs em formato de mesa. O monte que deu nome ao estado de Roraima é o mais alto deles, a 2.810m acima do nível do mar, e está delimitado por falésias de mais de 400 metros de altura! Para chegar até seu topo é preciso cruzar a fronteira para a Venezuela e subir por um lado menos íngreme do Monte. O trekking, que dura de 6 a 8 dias, vai pela região de savana ao pé do monte, cruza rios, passa embaixo de uma cachoeira e tem um dia de subida íngreme que leva à paisagem surreal lá de cima: cavernas, lagoas, plantas carnívoras, beija-flores, uma espécie de sapo primitivo que não sabe saltar e vistas de tirar o fôlego. Lá do alto, no meio das nuvens, a chuva se forma diante dos nossos olhos e precipita morro abaixo. Também é possível chegar lá em cima de helicóptero – mas esse cheat-code custa caro.

ARQUIPÉLAGO DE ANAVILHANAS (AM)
Melhor época do ano para ir: o ano todo
Com mais de 400 ilhas no coração da Amazônia pelo lado do Rio Negro, é um dos maiores arquipélagos fluviais do mundo! São 350 mil hectares de um verdadeiro labirinto natural que abriga floresta virgem, botos cor de rosa, jacarés, onças pintadas, preguiças, macacos e árvores impressionantes de muitos tons de verde. Durante cheia do rio, de outubro a março, os passeios de barco levam por igapós, trechos de floresta inundada, e na seca, de abril a setembro, praias de areias brancas reaparecem convidativas para um banho de rio.

PARQUE NACIONAL DA SERRA DO DIVISOR (AC)
Melhor época do ano para ir: de junho a janeiro
Considerado a região de maior biodiversidade da Floresta Amazônica, na fronteira do Acre com o Peru. A partir da pequena comunidade de Pé da Serra, que fica mesmo ao pé da Serra do Divisor, parte-se de barco até o Parque Nacional com espécies endêmicas da transição entre os Andes e a Amazônia, cachoeiras, corredeiras e aldeias indígenas das etnias Nukini e Nawa. O parque é bastante isolado e não tem abertura livre para visitação: é preciso pedir uma autorização ao ICMBio com pelo menos 4 dias de antecedência à viagem.

PARINTINS (AM)
Melhor época do ano para ir: último fim de semana de junho, durante o Festival Folclórico de Parintins
O Festival reúne diversas associações folclóricas, com destaque para a disputa entre o Boi Garantido, de cor vermelha, e o Boi Caprichoso, de cor azul, no Bumbódromo (como não amar esse nome?). A dança folclórica do Boi Bumbá, presença forte no Norte e Nordeste do país, reencena a lenda de Pai Francisco e Mãe Catirina sobre a morte e ressurreição do boi de seu patrão. Em Parintins, durante três noites de apresentação, os bois dançam ao som de toadas que resgatam o passado, mitos e lendas da Floresta Amazônica.

ILHA DO BAILIQUE (AP)
Melhor época do ano para ir: janeiro a maio em dias de lua nova ou lua cheia
Localizada em região isolada do Amapá, é o local preferido dos surfistas de Pororoca, a maior onda do mundo em duração. Quando as águas do Oceano Atlântico sobem durante o período de seca da bacia do Amazonas, o mar invade o rio em ondas de até 4m de altura que podem durar 1h30 e avançar por 50km. A pororoca está ameaçada em diversos locais devido à pecuária e construção de hidrelétricas, mas no arquipélago de Bailique, região isolada na foz do Amazonas onde só se chega de barco e de avião teco-teco, as ondas ainda rugem fortes.

ILHA DO ALGODOAL (PA)
Melhor época do ano para ir: setembro a dezembro
O mais belo conjunto de praias do Pará está nessa ilha tranquila de pescadores que fica pertinho de Belém, a um ônibus e um barco de distância. Praias de areias brancas e finas, coqueiros, dunas cobertas de restinga, cajueiros e currais-de-pesca compõem os cartões postais de Algodoal. Carros e motos são proibidos, por isso os principais meios de transporte na ilha de 19km² são bicicleta, barco e carroças. Caminhadas pelo mangue levam a praias semi-desertas, que também podem ser alcançadas de barco. Antes de sair por aí, fique atento ao movimento de marés, que é rápido e pode isolar alguns trechos da ilha em poucas horas.

ILHA DO COMBU (PA)
Melhor época do ano para ir: o ano todo
Localizada do outro lado do Rio Guamá, no município de Belém do Pará, a ilha é procurada por causa de seus restaurantes de comida regional paraense, com pratos de peixes da região como o filhote e a pescada amarela, arroz de jambu e açaí produzido na própria ilha. A travessia de Belém para Combu dura apenas 15 minutos, os barcos partem de um pequeno porto na Praça Princesa Isabel, no bairro da Condor. Todos os restaurantes ficam na beira do rio e um pulinho nas águas antes de chegarem os pratos é boa pedida. O restaurante mais famoso é o Saldosa Maloca (sic), na ilha há 30 anos.

JALAPÃO (TO)
Melhor época do ano para ir:
 maio a setembro. Vá em setembro se quiser ver o capim dourado pronto para ser colhido nos campos
Cachoeiras cristalinas, piscinas naturais de cor turquesa, dunas alaranjadas cortadas por rios, chapadões impressionantes, o capim dourado brilhando sob o sol como se fosse ouro: a natureza foi generosa com o Jalapão. A região ainda é pouco explorada pelo turismo brasileiro, em grande parte por causa da dificuldade de acesso. A maioria das estradas não é asfaltada e são bastante ruins, o que torna impossível o turismo em época de chuvas, mas não são nada que um carro 4x4, um bom guia local e muita disposição para a aventura não consigam vencer. Vai valer a pena!

ALCÂNTARA (MA) 
Melhor época do ano para ir: junho a dezembro
Uma das cidades mais ricas do Maranhão nos séculos XVIII e XIX, vestígios do suntuoso passado de Alcântara são encontrados em sobrados coloniais cobertos de azulejos portugueses, ruínas de igrejas e palacetes e um dos únicos pelourinhos ainda conservados no Brasil, que não nos deixa esquecer que tudo foi construído com muito suor e sangue de escravos. A maioria dos visitantes vai a Alcântara de São Luís em um bate-e-volta de um dia, mas ficar na cidade tem suas recompensas, como visitar as praias e mangues da região, observar o céu impossivelmente estrelado à noite e tomar café da manhã com doce de espécie, feito com coco, farinha de trigo, açúcar e cravo, herança portuguesa típica da cidade. Em maio e agosto, as festas do Divino e do Tambor-de-Crioula, manifestação cultural típica maranhense, animam as ruas. Foguetes e satélites brasileiros são lançados ali perto, no Centro de Lançamento de Alcântara, que não está aberto a visitação.

DELTA DO PARNAÍBA – PIAUÍ E MARANHÃO
Melhor época do ano para ir: o ano todo
Mais de 70 ilhas fluviais pontuadas por mangues, dunas e espelhos d’água recebem o rio que divide Piauí e Maranhão um pouco antes do mar abraçá-lo. Para quem quiser contemplar o espetáculo, um passeio de lancha e uma visita aos vilarejos locais são boas pedidas. Esse lugar paradisíaco faz parte da “Rota das Emoções”, um roteiro turístico que também envolve os Lençóis Maranhenses e Jericoacoara, criado pelo governo como forma de valorizar o turismo da região. Se você tiver sorte durante o passeio, pode se deparar com diversos animais silvestres, como tartarugas, jacarés e macacos.

SÃO MIGUEL DO GOSTOSO (RN)
Melhor época do ano para ir: ano todo
O que esperar de um lugar que tem gostoso até no nome? Bem perto de Natal, a pouco mais de cem quilômetros, a vila de pescadores faz questão de manter o clima pacato que despertou o interesse dos turistas. Dizem que o melhor de São Miguel doGostoso são os gostosenses: eles têm fama de serem extremamente amáveis e hospitaleiros. Desde as praias mais centrais, como a da Xepa, até as mais distantes onde se chega via buggy, como Galinhos, todas são maravilhosas e quase desertas. Por ventar muito na região, a Ponta do Santo Cristo é considerada a melhor praia do Brasil para a prática de esportes de vela como o kite e o windsurf.

CARNEIROS (PE)
Melhor época do ano para ir: setembro a fevereiro
Ideal para quem quer relaxar, se rodear de paisagens inesquecíveis e esquecer do mundo. O único perigo é que as águas azuis, calmas e quentes do mar da região, a praia repleta de coqueiros e as casinhas históricas podem fazer com que o visitante se apaixone pelo rústico vilarejo e não queira mais voltar para a cidade. A capela de São Benedito é um dos cartões postais de Carneiros - pequena e charmosa, fica bem na beira do mar, na areia. Um dos passeios de barco mais procurados é o da paradisíaca Ilha do Coqueiro Solitário.

PIRANHAS (PI), ROTA DO CANGAÇO
Melhor época do ano para ir: o ano todo
Roteiro para conhecer os principais locais por onde passou Lampião com seu bando de cangaceiros é feito em parte a bordo de um catamarã e em parte percorrendo trilhas pela caatinga. O passeio fluvial parte do atracadouro de Piranhas, desce o Rio São Francisco e vai até o começo da trilha de 600m para a Grota do Angico, onde o bando foi encontrado, emboscado e Lampião, Maria Bonita e mais 9 companheiros foram mortos por forças policiais em 1938. A trilha é curta, mas o calor e o sol inclemente dão uma ideia do clima que os cangaceiros enfrentavam todos os dias enquanto carregavam quilos e quilos de mantimentos e munições. No caminho até a grota está a bem preservada casa de taipa de Pedro Cândido, um dos homens que davam asilo e proteção a Lampião.

PARQUE NACIONAL SERRA DA CAPIVARA (PI) 
Melhor época do ano para ir: janeiro a julho
120 mil hectares de cânions, grutas, falésias, o rico bioma da caatinga, formações geológicas únicas e o principal complexo arqueológico do país compõem o Parque, a 530km de Teresina. São mais de 1.300 sítios arqueológicos na região, 172 deles abertos para visitação de turistas (sendo que 17 têm acesso para cadeirantes), que exibem pinturas de 29 mil anos atrás. Além dos registros humanos pré-históricos, foram encontradas ossadas de mastodontes, tigres-dentes-de-sabre, preguiças gigantes de seis metros e outras espécies extintas há milênios – muitas delas podem ser visitadas na Fundação do Homem Americano, um bom jeito de começar o passeio pela Serra da Capivara.

CACHOEIRA (BA), ROTA DA LIBERDADE
Melhor época do ano para ir: o ano todo
Turismo étnico de base comunitária, a Rota da Liberdade foi criada por pessoas das comunidades quilombolas do Engenho da Ponte, Kalembá, Kaonge, Dendê e Santiago do Iguape, no recôncavo baiano. Unindo saberes e fazeres dos quilombolas ao histórico de colonização da região, cinco roteiros atraem interessados em história, cultura negra e contato com a natureza. Os passeios incluem apresentações culturais, caminhadas pela mata, oficinas de artesanato, dança, percussão e culinária, visita ao cultivo de ostras e feitura de azeite de dendê, farinha e xarope de ervas medicinais.

FOZ DO RIO SÃO FRANCISCO (AL)
Melhor época do ano para ir: setembro a fevereiro
Da nascente na verdejante Serra da Canastra, em Minas Gerais, até a foz em Sergipe, o Velho Chico percorre quase três mil quilômetros. No meio do caminho, ele provê o sustento de muita gente no árido sertão nordestino. Nem é preciso dizer que vale a pena explorá-lo o quanto for possível. Suas águas se encontram com o mar em um ponto a 130 quilômetros do pequeno vilarejo de Piaçabuçu, de onde é possível pegar barcos até lá. Aliás, a paisagem é um deleite, para dizer o mínimo: coqueirais, dunas e lagoas azuladas se encontram ao belo Farol da Foz.

ARQUIPÉLAGO DE ABROLHOS (BA)
Melhor época do ano para ir: agosto a novembro
Não é à toa que a região foi a primeira a receber o título de Parque Nacional Marinho e, portanto, se tornar uma unidade de conservação: as cinco ilhas que integram o parque abrigam a maior biodiversidade marinha do Atlântico Sul. O arquipélago acessível por barcos fica a cerca de 70 quilômetros de Caravelas, município do litoral sul da Bahia, e contém uma grande variedade de recifes de corais, que atraem os mais diversos organismos da fauna marinha. Por isso o mergulho é um dos principais atrativos de Abrolhos, sem contar, é claro, os passeios de barco em alto mar para a observação de baleias Jubarte - elas aparecem por ali todos os anos entre os meses de julho e novembro.

ALTA FLORESTA (MT)
Melhor época do ano para ir: ano todo
O Mato Grosso tem três ecossistemas únicos reunidos em um só estado: pantanal, cerrado e, ao norte do estado, a exuberante Floresta Amazônica, cortada por grandes rios e povoada por uma riquíssima biodiversidade. Entre os ótimos destinos de ecoturismo da região, Alta Floresta pode ser considerada como uma espécie de portal da Amazônia. O Parque Estadual do Cristalino, por exemplo, tem uma das maiores variedades de aves do mundo, com mais de 500 espécies, muitas delas endêmicas. A cerca de 80 quilômetros da cidade, no sítio arqueológico da Pedra Preta, fica o maior painel pictográfico do mundo: a enorme arte rupestre foi esculpida em um bloco de granito com 500 metros de diâmetro.

NOBRES – MATO GROSSO
Melhor época do ano para ir: ano todo
Grutas inexploradas, cachoeiras, balneários e água em inacreditáveis tons de azul e verde recebem os visitantes da paradisíaca cidade de 15 mil habitantes. O destaque é a Serra do Tombador, que esconde uma infinidade de paisagens de encher os olhos, muitas delas inexploradas. A região tem grande valor histórico para os índios bacairis e ainda é possível encontrar reservas dessa tribo por lá.  Isso também pode explicar a concentração de sítios arqueológicos e arte rupestre na região: de bobos, nossos antepassados não têm nada. 

PARQUE NACIONAL DE TERRA RONCA (GO)
Melhor época do ano para ir: março a setembro
Também chamado de Rota das Cavernas, é um dos maiores complexos espeleológicos do mundo. São mais de 200 cavernas secas e 60 cavernas “molhadas”, que são trespassadas por rios. O nome do parque se deve ao rugido dos rios que atravessam as cavernas e das cachoeiras que despencam em seu interior. É possível praticar rapel dentro de algumas das grutas e é preciso contratar um guia para os passeios – não vá se perder em uma das cavernas com quilômetros e quilômetros de extensão. Além das cavernas, a região também tem diversas cachoeiras e rios a céu aberto que valem a pena visitar.

GOIÁS (GO)
Melhor época do ano para ir: o ano todo
Também conhecida como Cidade de Goiás e Goiás Velho (esse um nome que não agrada quem nasce por lá), a antiga capital do estado de Goiás é tem um centro colonial charmoso, tombado como Patrimônio Histórico Mundial pela UNESCO. Além das igrejas e museus, Goiás é a cidade natal da poetisa Cora Coralina. Sua casa-museu está aberta para visitação, que começa pela cozinha ornada com os tachos que a poetisa-doceira usava para produzir seus quitutes. Uma vez em Goiás, é preciso experimentar os doces típicos de frutas e o pastelinho (massa recheada de doce de leite) e imaginar que foram feitos pela escritora. A culinária local também conta com pratos que misturam sabores indígenas e influência dos paulistas: galinhada com pequi, arroz-de-puta-rica (com carne defumada), arroz com suã, empadão goiano e leitão à pururuca.

PANTANAL (MS)
Melhor época do ano para ir: o ano todo
A maior área alagável do planeta muda completamente de paisagem nas épocas de cheia (outubro a março) e vazante. Durante a cheia, rios e lagoas se transformam em um só “mar” que pode ser explorado de barco ou a cavalo – a principal atividade turística é a pesca esportiva. De abril a setembro, as chuvas diminuem, os rios voltam a correr em seu curso e abrem-se praias de areia branca. Durante esse período, as lagoas ficam cheias de animais se alimentando. É possível observar animais selvagens de perto, alguns deles ameaçados de extinção como onça-pintada, cervo-do-pantanal, tamanduá bandeira e arara azul.

SALINAS (MG)
Melhor época do ano para ir: o ano todo, mas em Julho acontece o Festival Mundial da Cachaça, a melhor data para conhecer a cidade
Localizada no Norte de Minas, a Capital da Cachaça Artesanal é a terra da caninha mais premiada do mundo: a Cachaça Havana (+ de 400 reais/garrafa), que também produz a igualmente ótima Cachaça Anísio Santiago (que é mais em conta, 250 reais/garrafa). Ao todo, são mais de 20 rótulos produzidos nos alambiques da região - alguns deles estão abertos para visitação. As diferentes variedades de cachaça podem ser provadas direto nos alambiques e em bares da cidade, que também vendem garrafas para levar pra casa. Outra visita imperdível é o Mercado Municipal de Salinas, onde são vendidos produtos típicos do norte de Minas, como paçoca de carne seca, carne de sol, queijo cabacinha (uma variedade do mussarela, mas mais fresco e saboroso), requeijão amarelo (que é duro, gorduroso e fica ótimo comido quente com melado de cana), feijão andu e pequi.

SERRO (MG)
Melhor época do ano para ir:  abril a outubro
A produção artesanal do queijo do Serro, da Serra da Canastra e da Serra do Salitre são Patrimônio Imaterial de Minas Gerais. A cidade tem muitas variedades à venda na Cooperativa dos Produtores Rurais, onde também é possível provar alguns deles. Além do queijo, a cidade foi a primeira a ter seu acervo urbano-paisagístico tombado pelo IPHAN, em 1938, e conta com charmosas igrejas, casarões e museus em suas ruas estreitas e íngremes. Ao redor da cidade há mais de cem cachoeiras, um bom motivo para planejar uma visita mais prolongada à região.

ROTA DOS QUILOMBOS, VALE DO JEQUITINHONHA (MG)
Melhor época do ano para ir: dezembro a setembro
O tour pelas comunidades quilombolas do Vale do Jequitinhonha, uma das regiões com indicadores sociais mais baixos do país, mostra um lado que os números não conseguem: cultura rica e povo orgulhoso de seu passado e sua história. A rota passa pelas cidades de Berilo, Chapada do Norte e Minas Novas, além de comunidades rurais entre elas. Quem participa da rota é guiado por membros das comunidades e pode escolher dormir em pousada em uma das cidades ou no campo, na casa de uma família. Destacam-se o artesanato típico da região e as danças e músicas com forte sincretismo religioso, como o congado, marujada e cantigas de roda. Outro chamariz são as delícias gastronômicas servidas nas casas da comunidade, acompanhadas de prosa e café como manda a tradição mineira. Bolos, doces, biscoitos, além de galinha caipira, feijão tropeiro com feijão-de-corda, molho de mamão verde com carne de sol, entre outros pratos, quase tudo feito com ingredientes do quintal.

ITAÚNAS (ES)
Melhor época do ano para ir: o ano todo, mas o Festival Nacional de Forró é na segunda quinzena de julho
Dunas de areia amarela que escondem lagoas de água fresca, praias selvagens e forró atraem muitos jovens de todos os estados brasileiros. O vilarejo de Itaúnas fica a norte do Espirito Santo, quase na fronteira com a Bahia, cercado pelo Parque Nacional de Itaúnas e de difícil acesso por uma estrada de terra a partir de Conceição da Barra. Passeios de buggy pelas dunas e de caiaque ou canoa pelo Rio Itaúnas são atrações diurnas, enquanto as noites são tomadas por muito forró-pé-de-serra no vilarejo, especialmente no Bar Forró e no Buraco do Tatu. Quem não sai à noite consegue aproveitar a praia vazia pela manhã, já que a maioria das pessoas dançou até o sol raiar e não tem disposição para atravessar as dunas antes do meio dia.

ESTRADA REAL (MG-RJ-SP)
Melhor época do ano para ir: o ano todo
Com mais de 1.630km de extensão, a rota da Estrada Real aproveita caminhos antigos que iam do litoral do Rio de Janeiro para o interior de Minas Gerais, indo de Diamantina, onde havia uma mina de diamantes, passando por Ouro Preto, que foi capital de Minas Gerais até o século XIX e terminando em Paraty pelo Caminho Velho ou no Rio de Janeiro pelo Caminho Novo. A Estrada Real é na verdade composta de quatro caminhos diferentes, que passam por cidades históricas, inúmeras cachoeiras, trechos de mata atlântica e cerrado, sítios arqueológicos, praias, além de atrações gastronômicas como queijo de minas, doces de leite e de frutas, pão de queijo (todo cidade em Minas tem o seu “melhor pão de queijo do Brasil”, é preciso provar todos), cachaça, café e pratos fartos preparados com ingredientes regionais, como ora-pro-nobis e taioba. Ufa, é muita coisa e não dá pra ver tudo de uma vez só.

PARQUE ESTADUAL DA PEDRA AZUL (ES)
Melhor época do ano: ano todo
A Pedra Azul é uma impressionante formação rochosa de 1.822 m de altitude, cercada e preservada por um parque fundado em 1991. São 1240 hectares de trilhas, piscinas naturais e lindas paisagens – e isso porque só 5% do parque está aberto para visitação! Os passeios devem ser agendados e acompanhados por funcionários do local. Se você aguentar chegar até o topo da pedra (que, por conta da incidência da luz solar, pode ficar azulada, esverdeada e até mesmo amarela), será premiado com uma surpresa: a presença de flores, em especial orquídeas, que estão acostumadas com o clima muito úmido e frio da região. Também é possível fazer trilhas de diferentes dificuldades e durações.

PRAIA DE GRUMARI (RJ)
Melhor época do ano: o ano todo
Há quem não goste de praia, mas há quem se incomode apenas com o tumulto. Grumari é feita para o segundo caso: silenciosa, limpa e bela, dá para chegar à praia secreta do Rio de Janeiro de ônibus urbano, mesmo que a viagem demore um pouquinho. Próxima de Prainha, Grumari faz parte de uma reserva ambiental importante da região da Barra da Tijuca. Não é à toa que atrai muitos surfistas, apaixonados pelas ondas que se formam nessa água cristalina. É um lugar perfeito para ter contato com a natureza – e fugir da correria turística de tantas praias cariocas. 

PETAR (PARQUE ESTADUAL TURÍSTICO DO ALTO RIBEIRA) (SP)
Melhor época do ano para ir: abril a novembro
A 320 quilômetros de São Paulo, o parque reúne trilhas, cachoeiras e a maior porção preservada de Mata Atlântica do Brasil. A grande atração do PETAR são suas mais de 350 cavernas – uma das maiores concentrações do mundo. Entre as doze abertas para visitação com guias turísticos, uma das mais lindas é a de Santana. Com seus salões milenares, cheios de estalactites e estalagmites, ela deixaria qualquer anão de O Senhor dos Anéis de boca aberta. Já a Caverna Casa de Pedra tem o maior pórtico do mundo - são cerca de 215 metros de altura.

CÂNION GUARTELÁ (PR)
Melhor época do ano: outubro e novembro.
Esqueça os Estados Unidos: o rio Iapó, no Paraná, escavou um cânion 100% brasileiro através da escarpa que divide os dois planaltos do estado. O cânion é o sexto maior do mundo em extensão, e, segundo os locais, o único com vegetação nativa. O vale de 400 metros, repleto de tamanduás, tatus, e lobos-guará, oferece rafting e rapel para quem estiver com a coragem em dia. Um dos pontos altos é a Cachoeira da Ponte de Pedra, com cerca de 200 metros de altura. Pinturas rupestres feitas por indígenas nas pedras ajudam a tornar o passeio ainda mais interessante.

BARRA VELHA (SC)
Melhor época do ano: de julho a outubro. A Festa do Pirão é em setembro
O balneário com aspecto de vila de pescadores tem várias praias e cerca de 20 quilômetros de orla — as preferidas dos surfistas são a do Tabuleiro e a do Sol. Já a praia do Grant foi um antigo refúgio de piratas. Uma lagoa de 10 km serve como raia natural para a prática de esportes náuticos. Os menos atléticos aproveitam as praias, a pesca esportiva ou o ar puro proporcionado pelo Parque Natural Municipal Caminho do Peabirú, área de preservação com 269 espécies. Cerca de 80 mil turistas visitam a região a cada ano (principalmente em setembro, quando ocorre a tradicional Festa do Pirão).

BENTO GONÇALVES E GARIBALDI (RS)
Melhor época do ano: o ano todo
Bento Gonçalves é a capital brasileira do vinho e garantia do frio ideal para experimenta-lo, com médias anuais de 17,3°C. Em Garibaldi, bem ali do lado, o forte são os espumantes – o melhor é ir conhecer as duas cidades sem carro, de trem a vapor que também vai a Carlos Barbosa, e levar vinhos e espumantes saborosíssimos de volta para casa. As degustações nas vinícolas e os passeios pelos vinhedos são obviamente os programas preferidos dos visitantes, mas ainda há outros. Para quem aprecia um bom churrasco, não faltam opções de restaurantes. Outro local que vale a visita é o Museu do Imigrante, que homenageia a colonização italiana da região e reúne mais de 10 mil objetos doados pela comunidade.

SÃO MIGUEL DAS MISSÕES (RS)
Melhor época do ano para ir: o ano todo
Patrimônio mundial da UNESCO desde 1983, as ruínas da pequena cidade gaúcha mexem com a gente. Inevitavelmente, vagar pelo que restou das paredes do grandioso templo católico nos faz refletir sobre o passado. Construída no final do século 17 por jesuítas, a então chamada redução de São Miguel Arcanjo foi a mais próspera da região dos Setes Povos das Missões. Lá, guaranis e jesuítas conviveram por quase um século. Todos os dias, um emocionante espetáculo de luz e som é realizado nas ruínas e reconta a história do que se passou ali. Além do sítio arqueológico, vale conhecer o Museu das Missões e a aldeia indígena Tekoa Koenjú.

TORRES – RIO GRANDE DO SUL
Melhor época do ano: de julho a outubro.
O litoral do Rio Grande do Sul não é exatamente conhecido pelas belas praias. Pelo contrário: os locais costumam se referir ao próprio mar como “chocolatão”, uma brincadeira com o tom amarronzado da água. Mas Torres é a grande exceção: os paredões rochosos imponentes às suas costas fazem com que a praia seja eleita com frequência uma das mais bonitas do Brasil. O relevo, propício a vigilância, foi aproveitado pelos portugueses para acompanhar o movimento espanhol na época da colonização.

 

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Categoria: Destinos

Andrea Romani Zerbini

Há mais de 16 anos no mercado de turismo, essa é minha paixão desde os meus 19 anos. Sou Turismóloga: já trabalhei em companhia aérea, agências de viagem particulares e especializadas em atendimento corporativo. Aos 24 venci a insegurança e montei meu próprio negócio. O que mais me cativa é o relacionamento com diferentes públicos todos os dias: fazer parte do planejamento e assessoramento de suas viagens é o que me realiza.

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Andrea Romani Zerbini

Há mais de 16 anos no mercado de turismo, essa é minha paixão desde os meus 19 anos. Sou Turismóloga: já trabalhei em companhia aérea, agências de viagem particulares e especializadas em atendimento corporativo. Aos 24 venci a insegurança e montei meu próprio negócio. O que mais me cativa é o relacionamento com diferentes públicos todos os dias: fazer parte do planejamento e assessoramento de suas viagens é o que me realiza.

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