Praias, florestas e vulcões: 6 atrações da Costa Rica que você não pode perder

BY: Andrea Romani Zerbini
26/07/2018
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A semelhança com o cenário tupiniquim explica a presença quase zero de turistas brasileiros por aquelas terras. Já europeus e norte-americanos comparecem em peso por ser um país relativamente seguro, onde as distâncias são pequenas, banhado tanto pelo Pacífico como pelo mar do Caribe e que fica na rota dos ‘mochilões’ de quem percorre toda a parte central do continente.

Mas as semelhanças com o Brasil não devem desencorajar uma viagem até lá. As atrações da Costa Rica têm particularidades que não podemos encontrar em casa. Aqui, não é possível ver o sol se pôr como na praia de Manuel Antonio, que fica no lado da Costa Rica banhada pelo Oceano Pacífico; aqui não é possível nadar nas águas mornas e translúcidas do Mar do Caribe, como na praia de Punta Uva; aqui, na maioria das vezes, é preciso viajar para bem longe e gastar muito para ver a floresta tropical e os animais em seu habitat natural, enquanto na Costa Rica bastam algumas horas em ônibus bastante econômicos para se chegar a qualquer um dos inúmeros parques nacionais espalhados pelo país.

Além disso, os ‘ticos’ – termo usado para se referir a tudo que seja costarriquense – ainda têm um tesouro turístico difícil de encontrar em qualquer esquina e que, definitivamente, você não vai ver no Brasil: vulcões ativos! Conheça dois deles e outras quatro atrações da Costa Rica que você não pode perder:

 

Vulcão Poás

O vulcão Poás está localizado em Alajuela, uma cidade da região metropolitana da capital, San José. Com 2.700 metros de altura e uma cratera de 1.320 metros de diâmetro, o Poás é a mais visitada das atrações da Costa Rica. O parque é simples e de fácil acesso, mesmo para pessoas com mobilidade reduzida. Existem apenas três trilhas, sendo que a principal leva até a cratera, a segunda até a Laguna Botos e a terceira é apenas uma caminhada em meio à vegetação da famosa floresta tropical nebulosa.

O vulcão Poás ainda está ativo, mas é preciso um pouco de sorte para avistá-lo, já que a região costuma ficar a maior parte do tempo coberta por nuvens. Leve um poncho para as ocasionais chuvas, arme-se de um saco de paciência e mantenha a câmera a postos, pois as brechas nas nuvens costumam durar poucos minutos. Mas quando elas se afastam, a visão realmente vale à pena, pois não é todo dia que se pode ter um vulcão ativo ao seus pés! Além das fumarolas que saem do solo, você poderá ver também uma lagoa de água azul fluorescente por ser rica em enxofre e ácido.

Você pode contratar um tour para visitar o vulcão Poás, mas é um passeio que costuma custar mais de US$ 100, pois passa também por fazendas de café e pela cachoeira La Paz. A melhor maneira de ver o vulcão é indo por conta própria, de ônibus ou de carro, pois só assim você terá tempo de sobra para sentar na beira da cratera e esperar as nuvens abrirem. De ônibus é um pouco mais complicado, pois existe apenas um horário de subida e de descida por dia, mas um pouco de organização basta para tornar o passeio viável. O ônibus sai às 9h de Alajuela e retorna às 14h30. O trajeto dura quase uma hora e meia e as passagens custam US$ 4,5 (ida e volta). A entrada no parque nacional sai por US$ 15. A visitação pode ser feita das 7h às 16h, de terça a domingo.

 

Parque Manuel Antonio

Embora não receba tantos turistas quanto o Vulcão Poás, o Parque Nacional Manuel Antonio é a mais encantadora entre as atrações da Costa Rica. Localizado na costa do Pacífico, é constituído por uma reserva florestal à beira-mar, reúne três praias, trilhas, uma cachoeira, mirantes e muitas espécies de animais. É comum os turistas reservarem dois dias inteiros para percorrer o parque, um voltado à contemplação da natureza e outro dedicado a reforçar o bronzeado na bela faixa de areia que leva o mesmo nome do parque.

Você pode contratar guias na entrada do Manuel Antonio para fazer observação da flaura e fauna locais munidos de um telescópio. Mas não se preocupe, pois você verá animais de qualquer maneira. É preciso inclusive tomar cuidado com suas coisas, pois há bandos de macacos e quatis que adoram mexer em mochilas e bolsas atrás de guloseimas! É melhor manter-se a uma distância segura dos bichos, pois eles podem se tornar agressivos na tentativa de roubar comida. A melhor dica é levar uma lente de longo alcance para sua câmera – como uma 75mm-300mm – e observar os animais apenas de longe. Além disso, o equipamento é essencial para capturar imagens no alto das árvores, o lugar preferidos dos macacos e bichos-preguiça.

Para visitar o parque, você pode se hospedar na cidade de Quepos, que fica a poucos quilômetros, ou no próprio vilarejo de Manuel Antonio. Se optar pela primeira, basta tomar o ônibus que faz o trajeto até o parque mais ou menos a cada 30 minutos desde a rodoviária local das 7h às 19h. A passagem custa menos de US$ 1. O Manuel Antonio abre de terça a domingo das 7h às 16h, sendo que os banhistas são retirados do mar às 15h30. Leve comida e água para passar o dia, pois não há nada à venda por lá, mas saiba que salgadinhos e amendoins são proibidos, pois atraem os bichos. Também não é possível fumar ou consumir bebida alcoólica no parque. A entrada custa US$ 16.

 

Vulcão Arenal

O vulcão Arenal está localizado na cidade de La Fortuna e é o segundo mais popular da Costa Rica, perdendo apenas para o Poás. A grande diferença entre os dois é que não se pode chegar próximo à cratera do Arenal porque ele está plenamente ativo! O vulcão só foi descoberto em 1968, quando uma grande erupção destruiu parte dos vilarejos próximos. Antes disso, os habitantes locais pensavam que fosse apenas uma montanha. Uma vez desperto, o Arenal não voltou a dormir, embora sua atividade tenha decrescido nos últimos anos.

Quando o céu está limpo, é possível avistar fumaça saindo do topo do vulcão Arenal e, à noite, jorros de lava incandescente. Mas é preciso contar com paciência e sorte, pois o alto índice de nebulosidade da Costa Rica costuma manter o topo do vulcão – a 1.670 metros – encoberto a maior parte do tempo. Apesar disso, visitar o Arenal é muito fácil tendo como base a cidade de La Fortuna. De carro alugado ou táxi são apenas 15 minutos desde o centro até a entrada do parque nacional.

Você pode escolher entre as trilhas do governo ou de alguma das propriedade privadas que oferecem diferentes tipos de atividades próximas ao vulcão – inclusive hospedagem de luxo. A empresa que fica mais próxima da entrada, e onde param todos os táxis, é a Arenal 1968. O ingresso custa US$ 10 – o mesmo preço do parque nacional – e você pode fazer a trilha curta, com 1h30 de duração, ou a longa, que chega a 3 horas. Já o táxi sai por US$ 20 cada trecho, ou US$ 40 ida e volta. Outra opção é fazer um tour, que custa em média US$ 35, mas certifique-se de que o programa lhe agrada. Muitas empresas passam apenas 30 minutos ou menos no vulcão e depois seguem para outras atrações locais, como cachoeiras e águas termais.

 

Cachoeira La Fortuna

Outra bela atração da cidade de La Fortuna é a cachoeira que leva o nome da cidade. Também é muito simples visitar esse parque e você pode ir até mesmo andando se tiver fôlego, pois fica a apenas 5 quilômetros do centro. De táxi, o custo é de US$ 8 por trecho, ou US$ 16 ida e volta. A entrada custa US$ 11. Você pode ver a cachoeira de cima, desde uma plataforma logo na entrada do parque, ou descer os 400 degraus que levam até a base para admirá-la de perto. O banho é permitido, mas não próximo da queda d’água de 70 metros de altura.

 

Praia de Punta Uva

Embora a Costa Rica não tenha praias tão bonitas como seus vizinhos banhados pelo mar do Caribe, é possível encontrar alguns exemplares capazes de agradar até mesmo o exigente padrão brasileiro. Uma delas é Punta Uva, localizada na cidade de Puerto Viejo, quase na divisa com o Panamá. Cercada por alumas poucas casas e pousadas, é uma praia relativamente deserta e perfeita para relaxar à sombra de um coqueiro, ouvindo apenas o quebrar das ondas. As areias douradas são emolduradas por vegetação, e o mar, apesar de não ter as cores típicas do Caribe, é de águas mornas.

Para percorrer os 10 quilômetros que separam Puerto Viejo de Punta Uva, a maioria dos turistas aluga bicicletas. Mas é preciso dizer que a estrada não tem acostamento e que o calor úmido da Costa Rica é bem desgastante para atividades físicas. A alternativa é pegar o ônibus que passa pela cidade a caminho de Manzanillo e pedir para descer em Punta Uva. Os carros saem da ‘estação rodoviária’ de Puerto Viejo (o ponto fica na rua, não existe um prédio) a cada duas horas e custam apenas US$ 1. Para voltar, cheque os horários e esteja a postos na estrada para fazer sinal quando o ônibus passar. E leve sua comida e bebida, pois não há estabelecimentos comerciais em Punta Uva.

 

Parque Nacional Cahuita

O Parque Nacional Cahuita é mais uma zona de reserva natural da Costa Rica que fica na beira da praia. Ele está localizado na cidade do mesmo nome, na costa do Caribe, e você pode visitá-lo a partir de Puerto Viejo, que é o maior e mais turístico município da região. O Cahuita abrange um grande manguezal situado em uma península e, por isso, está cercado por praias e pontos de snorkel dos dois lados. A entrada é pela Playa Blanca, de ondas fortes e areias claras. Para chegar ao outro lado, Puerto Vargas, são sete quilômetros de caminhada (ida e volta).

Todas as trilhas do parque são feitas através da mata nativa e, portanto, você poderá ver muitos animais locais como macacos, cobras, quatis e caranguejos pelo caminho. Se for mais fã de flora e fauna do que de praias, pode contratar um guia na entrada do parque para fazer uma observação mais detalhada dos bichos. É permitido levar todo tipo de comida ou bebida para o Cahuita, mas lembre-se que os animais costumam ser atraídos por salgadinhos e amendoins e que podem tentar arrancar ou rasgar sua mochila para pegá-los. Existem um minimercado e um restaurante logo na entrada do parque, então não precisa se preocupar em levar tudo desde Puerto Viejo.

Para visitar o parque nacional de Cahuita a partir de Puerto Viejo é preciso pegar um ônibus interurbano que vai a Limón. O ônibus passa a cada 60 minutos pela ‘estação rodoviária’ da cidade (o ponto fica na rua, não existe um prédio) e, 30 minutos depois, faz uma parada em Cahuita. As passagens custam US$ 1,5 por trecho. A entrada no parque é livre, mas a administração pede uma doação voluntária de qualquer valor para manutenção. O Cahuita funciona das 7h às 17h, sendo que a trilha para Puerto Vargas fecha às 14h.

 

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Categoria: Destinos

Andrea Romani Zerbini

Há mais de 16 anos no mercado de turismo, essa é minha paixão desde os meus 19 anos. Sou Turismóloga: já trabalhei em companhia aérea, agências de viagem particulares e especializadas em atendimento corporativo. Aos 24 venci a insegurança e montei meu próprio negócio. O que mais me cativa é o relacionamento com diferentes públicos todos os dias: fazer parte do planejamento e assessoramento de suas viagens é o que me realiza.

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Há mais de 16 anos no mercado de turismo, essa é minha paixão desde os meus 19 anos. Sou Turismóloga: já trabalhei em companhia aérea, agências de viagem particulares e especializadas em atendimento corporativo. Aos 24 venci a insegurança e montei meu próprio negócio. O que mais me cativa é o relacionamento com diferentes públicos todos os dias: fazer parte do planejamento e assessoramento de suas viagens é o que me realiza.

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