Os Sete Cumes – Monte Kilimanjaro

BY: Andrea Romani Zerbini
18/09/2018
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Monte Kilimanjaro (Oldoinyo Oibor, que significa “montanha branca” em Masai, ou Kilima Njaro, “montanha brilhante” em kiSwahili), localizado nas coordenadas 3º07′ S e 37º35′ E, no norte da Tanzânia, junto à fronteira com o Quénia, é o ponto mais alto de África, com uma altitude de 5.895 m no Pico Uhuru. Este antigo vulcão, com o topo coberto de neves eternas, ergue-se no meio de uma planície de savana, oferecendo um espetáculo único.

O Monte e as florestas circundantes, com uma área de 75353 ha, possuem uma fauna rica, incluindo muitas espécies ameaçadas de extinção e constituem um parque nacional que foi inscrito pela UNESCO em 1987 na lista dos locais que são Patrimônio da Humanidade.

O complexo do Monte Kilimanjaro com as suas florestas, localizado entre 2°50′-3°20’S, 37°00′-37°35’E, tinha sido considerado uma reserva de caça pelo governo colonial alemão nos princípios do século XX, mas foi considerado uma reserva florestal em 1921, até que, em 1973, foi declarado como Parque Nacional.

Geologia
CONHECENDO O TERRENO

Por se encontrar na margem oriental do Vale do Rift, o Monte Kilimanjaro, que mostra ter tido grande actividade vulcânica no Pleistoceno, não se encontra totalmente isolado na planície africana, mas está acompanhado por três outros cones vulcânicos, orientados num eixo este-sudoeste: o mais antigo, Shira, a oeste, com uma altitude de 3962 m, Mawenzi a leste, com uma altitude de 5149 m e, entre eles, Kibo, que é o mais recente e mostra ainda sinais de actividade, na forma de fumarolas. Entre o Kibo e o Mawenzi há uma plataforma com cerca de 3600 ha, chamada a “sela” (“the Saddle”, em inglês), que forma a maior área de tundra de altitude em África.O Monte é o mais bonito de todos.

Histórias locais

Antes do século XIX, algumas raras crônicas, como a do geógrafo egípcio Ptolomeu, mencionaram a existência de uma “montanha branca” no coração da África. Em 1845, o geógrafo britânico William Cooley, certo da sua existência, afirma que a montanha mais conhecida da África oriental é recoberta de rochas vermelhas.

Em maio de 1848, o missionário Joseph Rebmann explora a região Chagga e acaba por se aproximar da montanha: “Ali pelas 10 horas, vi alguma coisa branca no topo de uma montanha, e acreditei que se tratasse de nuvens, mas meu guia me disse que era o frio; então, reconheci com satisfação esta velha companheira dos europeus, que chamamos neve”. Sua descoberta, divulgada em abril de 1849 no Church Missionary Intelligencer, é contestada em Londres.

Foi somente em 1861 que uma expedição, dirigida pelo barão alemão Klaus von der Decken e pelo botânico inglês Richard Thornton, permitiu constatar que se tratava realmente de um pico com neves eternas.

Em 1883, o inglês Joseph Thomson, seguido do conde Teleki, atacam o pico, mas não passam dos 5300 m. Após dois fracassos, Hans Meyer, em 6 de outubro de 1889, consegue alcançar o topo do Kilimanjaro, acompanhado de seu amigo Ludwig Purtscheller e do guia chagga Lauwo. Este teria morrido com 127 anos em 1997, mas talvez essa história seja apenas uma lenda, como a história da presença de um cadáver congelado de leopardo, encontrado a 5.500 m.

O Kilimanjaro atual
TEMPERATURAS E FATOS

O Kilimanjaro é protegido por um parque designado Parque Nacional do Kilimanjaro, classificado pela UNESCO como Patrimônio da Humanidade.

O degelo das geleiras no topo do Kilimanjaro é uma realidade. Estimadas em cerca 12 km² de extensão em 1900, recobrem hoje somente 2 km², e neste ritmo irão desaparecer em 2020. O aquecimento geral da Terra não explica este fenômeno, que pode também ser causado por uma lenta retomada da atividade vulcânica, que se manifesta por pequenas fumaças.

A ascensão é tecnicamente fácil, mas longa e penosa pelo frio e pela altitude. A via mais freqüentada é a via Marangu. As outras vias praticadas são as vias Machame, Mweka e Shira. Aproximadamente 20000 pessoas tentam todos os anos alcançar o topo. Este número é controlado pelas autoridades da Tanzânia.

Um dos mais belos contos de Ernest Hemingway – talvez seu mais belo texto – chama-se “As neves do Kilimanjaro”. Há um trecho antológico: “Era o topo do Kilimanjaro. Compreendeu, então, que era para lá que se dirigiam”.

Como curiosidade, o Kilimanjaro é o ponto mais alto da Terra a ter cobertura GSM para telefones celulares (telemóveis).

Parque Nacional do Kilimanjaro
CONHECENDO A MONTANHA

O Monte Kilimanjaro situa-se no norte da Tanzânia, junto à fronteira com o Quénia. É o ponto mais alto de África, com uma altitude de 5895 m. Este antigo vulcão, com o topo coberto de neves eternas, ergue-se no meio de uma planície de savana, oferecendo um espetáculo único. O Monte e as florestas circundantes, com uma área de 75.353 ha possuem uma fauna rica, incluindo muitas espécies ameaçadas de extinção e constituem o Parque Nacional do Kilimanjaro, que foi inscrito pela UNESCO em 1987 na lista dos locais que são Patrimônio da Humanidade.

O complexo do Monte Kilimanjaro com as suas florestas, localizado entre 2°50′-3°20’S, 37°00′-37°35’E, tinha sido considerado uma reserva de caça pelo governo colonial alemão nos princípios do século XX, mas foi considerado uma reserva florestal em 1921, até que, em 1973, foi declarado como Parque Nacional.

O Monte Kilimanjaro, que tem sinais de grande atividade vulcânica no Pleistoceno, não se encontra totalmente isolado na planície africana, mas está acompanhado por três outros cones vulcânicos, orientados num eixo este-sudoeste: o mais antigo, Shira, a oeste, com uma altitude de 3962 m, Mawenzi a leste, com uma altitude de 5149 m e, entre eles, Kibo, que é o mais recente e mostra ainda sinais de atividade, na forma de fumarolas. Entre o Kibo e o Mawenzi há uma plataforma com cerca de 3600 ha, chamada a “sela” (“the Saddle”, em inglês), que forma a maior área de tundra de altitude em África.

O Parque é habitat de numerosas espécies, fazendo dele um reduto de biodiversidade que urge preservar.

Escolhendo uma via
ESCALANDO A MONTANHA

Existem 8 vias que levam até o pico: Marangu, Machame, Umbwe, Shira, Mweka, Maua, Nanjara, Loitokitok. As três últimas raramente são usadas e as mais conhecidas são Marangu e Machame.

Marangu – Também conhecida como rota turística ou coca-cola, pela sua popularidade e freqüência de visitantes. É a mais procurada de todas e a que oferece a melhor infra estrutura. Nela existem cabanas com banheiro e quartos com beliches. Nos primeiros acampamentos ainda é possível se comprar água, refrigerante e até cerveja. Apesar da toda a facilidade, apresenta um baixo grau de sucesso, justamente por ser procurada por pessoas nem sempre preparadas para a difícil ascensão. É comum as cabanas estarem lotadas durante a alta temporada.

Machame – Considerada uma das mais belas e com um certo grau de dificuldade, o que obriga uma subida lenta, imprescindível para o sucesso.

Ambas as rotas podem ser feitas em 5 dias, sendo 3 subindo e 2 descendo, porém, é aconselhável um dia adicional para aclimatação. Neste dia, normalmente se caminha numa mesma altitude, acima dos 3.000m. Isto realmente faz diferença para quem não está acostumado a altitude.

O Monte Kilimanjaro pode ser “escalado” durante o ano todo, porém em cada época do ano são encontradas vantagens e desvantagens. Abril e maio são os meses das chuvas longas, novembro é o mês das chuvas rápidas, junho a outubro são secos, porém frios e devido ao constante nevoeiro (junho a julho), torna-se mais difícil avistar a montanha. Os meses de setembro e outubro têm bom clima e baixo movimento de turistas. Finalmente, dezembro a março também possuem bom clima, porém são mais procurados e pode-se ter problemas com alojamento nos hotéis e acampamentos nas trilhas.

 

Fonte Trilhas & Aventuras

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Categoria: Destinos

Andrea Romani Zerbini

Há mais de 16 anos no mercado de turismo, essa é minha paixão desde os meus 19 anos. Sou Turismóloga: já trabalhei em companhia aérea, agências de viagem particulares e especializadas em atendimento corporativo. Aos 24 venci a insegurança e montei meu próprio negócio. O que mais me cativa é o relacionamento com diferentes públicos todos os dias: fazer parte do planejamento e assessoramento de suas viagens é o que me realiza.

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Andrea Romani Zerbini

Há mais de 16 anos no mercado de turismo, essa é minha paixão desde os meus 19 anos. Sou Turismóloga: já trabalhei em companhia aérea, agências de viagem particulares e especializadas em atendimento corporativo. Aos 24 venci a insegurança e montei meu próprio negócio. O que mais me cativa é o relacionamento com diferentes públicos todos os dias: fazer parte do planejamento e assessoramento de suas viagens é o que me realiza.

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