Uma escapada ao Mont St.-Michel

BY: Andrea Romani Zerbini
02/10/2018
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A MARÉ

A chave para programar uma viagem ao Mont Saint-Michel está na tábua das marés. O espetáculo de efeitos especiais da natureza só acontece nas marés altas, em períodos de luas cheia e nova, em dois horários por dia. São as chamadas "marés vivas". O site oficial da cidade informa os horários das marés, que mudam diariamente. Se a sua viagem à França ocorrer em época de maré morta, deixe a escapulida ao Mont Saint-Michel para uma próxima.

 

VÁ -- E FIQUE

Há quem vá e volte, a partir de Paris, no mesmo dia, mas isso não é aconselhável. A viagem é longa - são 3h45 de percurso (2h20 de TGV até Rennes, mais 1h20 de ônibus, em conexão imediata). E nem sempre os horários do bate-volta permitem que se aprecie a maré. Finalmente, porque ver o monte iluminado à noite é um privilégio de quem dorme por lá. O site das ferrovias francesas vende a passagem integrada trem + ônibus (para conseguir a tarifa mais baixa, compre com 90 dias de antecedência).

 

DENTRO OU FORA?

Existem vários pequenos hotéis dentro das muralhas. Os mais básicos têm diárias a €70, mas os realmente confortáveis, como o Mère Poulard, podem sair por mais de €200 em períodos de maré viva. Se você não se importar de caminhar meia hora até o monte, pode ficar na zona hoteleira do continente, onde hotéis funcionais como o Mercure cobram menos de 100. Veja todos os hotéis, dentro e fora do monte, no Booking.

 

DEU CREPE

A ruazinha principal tem quase tantos vendedores de crepe quanto lojinhas de souvenir. Aproveite que você está na divisa entre a Normandia e a Bretanha e experimente as panquecas dos dois tipos. As de farinha branca e recheio doce são normandas e se chamam, exatamente, crêpes; as de trigo sarraceno e recheio salgado são bretãs e devem ser pedidas como gallettes. A especialidade da ilha, contudo, são as omeletes recheadas com um creme à base de claras, inventadas por Mère Poulard (onde chegam a custar € 45), mas pirateadas por todos os restaurantes do pedaço.

 

DE CARRO

O Mont Saint-Michel é o encerramento perfeito para uma viagem à Bretagne e à Normandia. E também funciona, se você quiser, como extensão de um passeio pelo Vale do Loire (que está a 290 quilômetros de Tours). Paris fica a 360 quilômetros.

 

A MAGIA 

Mont Saint Michel é um vilarejo medieval extremamente bem preservado. A cidade é mágica e cheia de contextos religiosos e históricos. No topo há uma abadia e a cidade é cercada por muros, com uma vista incrível. São mais de 1300 anos de história, minha gente. Só isso já é um fato surreal.

As marés sobem e descem muito rapidamente e isso pode totalmente mudar a experiência da viagem. A imensidão da baía é de arrepiar e mexe muito com a gente quando a gente a observa de cima do monte.

Além disso,  é em Mont Saint Michel que você vai comer o omelete mais famoso e tradiça da França, uma receita que é feita por lá há mais de 130 anos.

 

A ABADIA

A abadia (ou mosteiro) é a grande atração da ilha. Com mais de 20 ambientes diferentes, a arquitetura gótica impressiona. O sobe e desce também. Ela é imensa, cheia de detalhes. E a igreja principal impressiona. O antigo ambiente de meditação dos monges também é maravilhoso, com um visual lindo observar.

Logo ao chegar na abadia é possível ver maquetes que ilustram exatamente cada diferente fase da ilha, até se chegar na construção monumental que é observada hoje.

Sobre a abadia a minha recomendação é que você compre os ingressos com antecedência através do site oficial do Centre des Monuments Nationaux, órgão que administra os grandes monumentos turísticos franceses. Ao final do passeio da abadia, também recomendo que você dê uma olhadinha na loja. Salvo exceções, a curadoria de produtos é bem superior às das lojinhas que ficam na entrada da ilha.

 

A IGREJINHA

Além da abadia, há uma pequena igreja muito charmosa no caminho para a abadia. Não deixe de entrar nela!

 

Via Viaje na Viagem e Juicy Santos

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Categoria: Destinos

Andrea Romani Zerbini

Há mais de 16 anos no mercado de turismo, essa é minha paixão desde os meus 19 anos. Sou Turismóloga: já trabalhei em companhia aérea, agências de viagem particulares e especializadas em atendimento corporativo. Aos 24 venci a insegurança e montei meu próprio negócio. O que mais me cativa é o relacionamento com diferentes públicos todos os dias: fazer parte do planejamento e assessoramento de suas viagens é o que me realiza.

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Andrea Romani Zerbini

Há mais de 16 anos no mercado de turismo, essa é minha paixão desde os meus 19 anos. Sou Turismóloga: já trabalhei em companhia aérea, agências de viagem particulares e especializadas em atendimento corporativo. Aos 24 venci a insegurança e montei meu próprio negócio. O que mais me cativa é o relacionamento com diferentes públicos todos os dias: fazer parte do planejamento e assessoramento de suas viagens é o que me realiza.

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