Explore INHOTIM - MG

BY: Analu Nascimento
26/06/2015
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O que há de novo para dizer sobre Inhotim que ninguém tenha dito antes? Ainda estou para ler algum relato sóbrio -- que dirá decepcionado. A reação parece ser uma só: visitou, deslumbrou. Todo mundo vai com expectativas altíssimas criadas por visitantes anteriores, e ainda assim conseguesair maravilhado. Talvez isso aconteça porque Inhotim não se entrega totalmente por imagens A visita a Inhotim é indescritível, na acepção mais literal da palavra. Você pode até achar que já viu isso antes -- um jardim de esculturas, um museu dentro de um parque -- mas a dimensão do lugar, e a relação das obras com o espaço, fazem da visita a Inhotim uma experiência singular. E quem está falando (presente!) não é um rato de museu, não. Tenho pouca paciência com o gênero. 90 minutos, duas horas no máximo é o que agüento antes de virar abóbora. Até a cara de conteúdo eu costumo perder no meio do caminho. Em museus grandes e sobretudo em bienais acabo sofrendo uma overdose conceitual. Entro em coma artístico. Mas não, isso não aconteceu comigo em Inhotim. Eu não entendo xongas de arte, mas pelo jeito que fui tocado por tudo o que vi, me arrisco a palpitar que a curadoria busca obras que causem impacto também no público leigo. Nada passa batido. Pelo menos algum dos seus sentidos vai entender por que aquilo foi posto lá para você contemplar (às vezes, interagir). Outro fator que certamente contribui para você não sofrer uma indigestão cerebral -- e aqui tenho certeza de não estar falando besteira -- é a existência de um respiro na sua visita entre uma obra e outra. No caminho entre uma galeria e a próxima você descansa a vista e a cabeça admirando o paisagismo (e o mato!) de Inhotim. Dá tempo de refletir, digerir e ficar com vontade de entrar na próxima. Depois da terceira galeria, me senti num parque temático de arte contemporânea. Um Universal Studios Islands of Adventure cabeça -- em que as atrações não são brinquedos, mas galerias de artistas. (Até brinquei: põe uma montanha russa, e dá pra inaugurar uma filial na Flórida!)] Mais uma semelhança: já está difícil visitar o museu inteiro num dia só Novas galerias ocupam espaços mais distantes da entrada. A terceira onda do Inhotim são as instalações site-specific: o artista selecionado escolhe um local determinado (a specific site...) e cria não apenas a obra para aquele lugar, como interefere na concepção do edifício que vai abrigar a obra. Me belisca: tamo mesmo no Brasil? Não vou destacar obras, porque sei que não vi algumas das mais bacanas. (Minha visita foi feita na carona de uma press trip para mostrar as novidades 2010 a jornalistas de arte e cultura, então não deu tempo de conferir muitas das obras emblemáticas do Inhotim.) Acho mais importante dizer que, se você puder, estenda a sua visita em mais um dia. Ou fique com mais uma desculpa para voltar o mais breve possível a Belo Horizonte. Horário e ingresso O Inhotim abre de terça a sexta das 9h30 às 16h30 e sábado, domingo e feriados das 9h30 às 17h30. O ingresso custa R$ 20. Aceita-se cartões de crédito. Dá para comprar online. Jardineiras elétricas levam às obras mais distantes. Pessoas com dificuldade de locomoção podem usar o serviço gratuitamente (com direito a um acompanhante). Os demais precisam comprar o serviço à parte; custa R$ 20 e você ganha a pulseirinha que libera o uso das jardineiras. Restaurantes Há um bistrozinho (o Bar do Ganso), um bom restaurante de buffet e duas lanchonetes. Um bandejão está nos planos. Minha dica O melhor jeito de visitar Inhotim é ir durante a semana, pernoitando numa pousada da região. Assim você percorre o espaço com calma e menos público. A melhor pousada da região parece ser a Estalagem do Mirante. De lá você pode ainda passar um dia em Ouro Preto ou ir direto para Belo Horizonte curtir os prazeres da capital. Texto: Ricardo Freire Vamos explorar mais essa experiência? Consulte seu agente de viagem na Portofino Turismo
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Categoria: 1000 Destinos - Parada Obrigatória

Analu Nascimento

O mundo corporativo é um universo tão interessante quanto as viagens a lazer. De operacional em operadoras conceituadas no turismo a hoteleira em Trancoso, minha experiência se resume em aprender cada dia mais com a infinidade de opções que o turismo dá.

Atualmente exerço a função de executiva de contas corporativas na Portofino Turismo baseado na filosofia da agência em manter a qualidade do atendimento. Busco alternativas e soluções para gestão em viagens a negócios das empresas.

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Andrea Romani Zerbini

Há mais de 16 anos no mercado de turismo, essa é minha paixão desde os meus 19 anos. Sou Turismóloga: já trabalhei em companhia aérea, agências de viagem particulares e especializadas em atendimento corporativo. Aos 24 venci a insegurança e montei meu próprio negócio. O que mais me cativa é o relacionamento com diferentes públicos todos os dias: fazer parte do planejamento e assessoramento de suas viagens é o que me realiza.

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